Uma Canção Nascida Aqui: “A Voz da Palmeira” – Letra: Ramiro Grethe

por Raquel Cassol Maciel última modificação 29/05/2026 10h59
A obra procura eternizar um símbolo da identidade cultural palmeirense, o Sr. Aurélio Moraes.

Em A Voz da Palmeira, Ramiro Grethe transforma memória, saudade e gratidão em homenagem. A composição nasceu para reverenciar a trajetória de Aurélio Moraes dentro do Carijo da Canção Gaúcha, justamente no momento em que se aproximam os 40 anos da vitória do intérprete na primeira edição do festival. Os versos foram escritos pouco tempo após a partida de Aurélio e permaneceram guardados até ganharem forma de milongão para subir ao palco do 39º Carijo.

Mais do que lembrar um artista, a obra procura eternizar um símbolo da identidade cultural palmeirense. “Aurélio Moraes é a voz da Palmeira”, resume Ramiro. Entre os versos da composição, o trecho que mais emociona o autor diz: “Aprendeu a ser canção antes de ser festival”. Para ele, a frase representa a essência do Carijo, que vai muito além da competição e nasce da vivência artística e cultural de cada compositor e intérprete.

A canção também homenageia toda uma geração de artistas, músicos, familiares e pessoas que ajudaram a construir a história do festival. Ao longo da letra, são citadas diversas músicas interpretadas por Aurélio no palco do Carijo, criando um elo entre passado e presente.

Ramiro já possui trajetória marcante dentro do festival. Nas últimas duas edições, esteve entre os destaques com Poente, considerada a música mais premiada da história do Carijo, e Um Mate em Quatro Elementos. Todas as obras foram construídas ao lado do irmão, Marcelo Grethe, parceiro também nesta edição.

Criado dentro do universo tradicionalista, Ramiro afirma que sua inspiração nasce das histórias contadas pelos mais antigos e das rodas de mate onde o conhecimento é compartilhado. A palavra que define sua relação com a música, segundo ele, é pertencimento.

Defender A Voz da Palmeira no palco possui ainda um significado pessoal muito forte. Foi através de Aurélio Moraes que Ramiro subiu ao palco do Carijo pela primeira vez, em 2014, participando da obra A Gaita do Tio Elpídio. Agora, retorna ao festival carregando a responsabilidade e a emoção de homenagear alguém que ajudou a marcar sua própria trajetória artística. 

(Fonte: Assessoria de Comunicação Social).