Uma Canção Nascida Aqui: “Na Hora da Ave Maria” – Letra: Carlos Vilarinho

por Raquel Cassol Maciel última modificação 21/05/2026 16h57
Para o autor, a canção carrega a força de um amor que floresceu, resistiu ao tempo e construiu uma história.

Carlos Eugênio Fortes transforma lembranças familiares em poesia em Na Hora da Ave Maria. A composição nasceu inspirada na história de amor vivida por seus pais, revisitando o instante em que os dois se conheceram e transformando esse encontro em versos carregados de afeto, memória e sentimento.

Escrevendo desde a adolescência, Carlos afirma que a escrita sempre foi uma necessidade em sua vida. Presente diariamente nas redes sociais através de poesias e por muitos anos em uma coluna no Jornal A Madrugada, construiu uma trajetória marcada pela sensibilidade e pela observação das emoções do cotidiano, também retratadas em livros de sua autoria, como Sentimentos Indecifráveis, Aparteobscura, Ínfimo e Meia-Lua.

A influência da literatura e da música começou cedo. Filho de um poeta, declamador e pandeirista, cresceu em uma casa onde os livros, o rádio e a poesia faziam parte da rotina. Segundo ele, o pai, já falecido, segue sendo sua maior influência artística até hoje.

Entre os versos da composição, um trecho possui significado especial: “sentimento ganha cancha no galope da paixão”. Para o autor, a canção carrega justamente a força de um amor que floresceu, resistiu ao tempo e construiu uma história.

Esta será sua quinta participação no Carijo da Canção Gaúcha. Entre as obras já classificadas no festival estão A Doceira da Paz, Um Certo Negro Jaci, Meinha, a Noiva da Rua e Negrinho Tordilho. Mesmo não se considerando um participante assíduo, ele define como uma honra estar novamente entre os classificados da fase local, que considera cada vez mais competitiva.

Ao falar sobre inspiração, Carlos afirma que ela mora na disponibilidade de perceber o mundo. “Talvez não seja estar atento, mas estar desatento”, reflete. E é justamente desse olhar sensível para os detalhes da vida que nascem suas poesias e canções.

Para ele, viver o Carijo é encontrar pessoas, ouvir boa música, conversar e criar memórias. Mais do que um festival, o evento segue sendo um espaço de encontros, arte e emoção.

(Fonte: Assessoria de Comunicação Social).