Uma Canção Nascida Aqui: “Velha Palmeira” – Letra: José Ricardo Nerling e José Arthur Nerling.

por Raquel Cassol Maciel última modificação 18/05/2026 14h58
Inspirada no sentimento de quem carrega Palmeira das Missões no peito.

Entre folhas de papel espalhadas pela sala, versos rabiscados sem grandes pretensões e uma conversa entre irmãos, nasceu “Velha Palmeira”. O que começou quase como uma brincadeira entre José Arthur Nerling e o irmão, acabou se transformando em uma composição carregada de identidade, memória e pertencimento. Inspirada no sentimento de quem carrega Palmeira das Missões no peito, a canção revisita histórias, afetos e a ligação profunda que muitos palmeirenses mantêm com a terra onde nasceram.

Esta será a primeira participação do compositor, de 20 anos, no palco do Carijo da Canção Gaúcha, depois de ter ficado na suplência da fase local na edição anterior. Ele conta que cresceu acompanhando a família no pavilhão do Carijo, vivendo os bastidores do festival e observando a trajetória musical do irmão, José Ricardo.

Entre os trechos de “Velha Palmeira”, um verso ocupa lugar especial em sua memória: “Será que a água do Macaco tem magia, que faz suas crias terem sede de voltar?”. Para o compositor, a frase representa exatamente esse elo invisível que parece sempre reconduzir os palmeirenses de volta às suas origens, mesmo depois de muitos anos longe da cidade.

Ao falar sobre o que espera despertar no público, ele afirma que deseja provocar identificação e lembranças. A expectativa é que cada pessoa possa revisitar sua própria relação com Palmeira, reconhecendo na música sentimentos, lugares e histórias que também fazem parte da sua trajetória. “Se alguém ouvir a canção e sentir novamente esse pertencimento, ela já terá encontrado seu sentido”, resume.

O Carijo, segundo ele, ocupa um espaço fundamental em sua caminhada artística. Foi através do festival e das experiências vividas desde o Carijinho que nasceu sua aproximação com a poesia e a música nativista. A classificação no 39º Carijo ganha ainda mais significado por dividir esse momento ao lado do irmão e também pela memória afetiva do avô, Drauzio Maciel, com quem viveu inúmeras noites de festival e aprendeu o carinho que o palmeirense carrega pelo evento.

(Fonte: Assessoria de Comunicação Social).