Uma Canção Nascida Aqui: “Velha Palmeira” – Letra: José Ricardo Nerling e José Arthur Nerling | “Dos Mates que a Vida Serve” – Letra: José Ricardo Nerling

por Raquel Cassol Maciel última modificação 25/05/2026 09h47
José Ricardo participa do Carijo desde a 23ª edição.

José Ricardo Nerling sobe ao palco do 39º Carijo da Canção Gaúcha com duas composições de significados distintos, mas igualmente carregadas de sentimento. Em Dos Mates que a Vida Serve, transforma em poesia os desafios e aprendizados impostos pela vida. Já em Velha Palmeira, escrita ao lado do irmão José Arthur, presta uma homenagem afetiva à cidade e ao povo palmeirense.

A inspiração para Velha Palmeira nasceu de forma despretensiosa, durante uma conversa entre os irmãos sobre clichês artísticos e o perfil musical dos festivais. O que começou quase como uma brincadeira — o desafio de criar “uma música com a cara do Carijo” — acabou se transformando em uma canção pela qual ambos desenvolveram grande carinho.

Com longa trajetória dentro do festival, José Ricardo participa do Carijo desde a 23ª edição, acumulando experiências como cantor, compositor e instrumentista. Ao longo dos anos, construiu uma relação profunda com o evento, que define como sua primeira escola e principal referência musical. “Talvez eu só seja artista por causa do Carijo”, afirma.

Entre os versos que mais o emocionam está o trecho de Velha Palmeira: “Velha Palmeira encrustada no Rio Grande, que se fez grande com seus filhos mundo afora…”. Para ele, a música representa um abraço coletivo em todos os que carregam orgulho de suas origens e mantêm viva a ligação afetiva com Palmeira das Missões.

Ao falar sobre inspiração, o compositor define a criação artística como algo imprevisível. “Às vezes a inspiração se esconde ou vai para longe. Quando a gente encontra ela, tenta prender numa obra, mas ela sempre dá um jeito de fugir”, reflete.

Nesta edição, José Ricardo destaca como especial o fato de voltar a ter duas canções classificadas, especialmente uma delas em parceria com o irmão. Para ele, viver o Carijo é estar no palco, lugar onde se sente parte da engrenagem que movimenta o festival. Ainda assim, reconhece que o evento só existe pela união entre artistas, público e comunidade. 

(Fonte: Assessoria de Comunicação Social).